Contrariando todas as expectativas, com 16 anos, eu tinha um namorado. Não me pergunte como isso aconteceu, já que tanto ele quanto eu éramos muito tímidos. Mas, enfim, isso aconteceu. O único problema era o meu pai.
Não que ele não gostasse do Karim. Todo mundo gostava dele! Só que meu pai estava totalmente fora da realidade e só me deixava ficar na rua no máximo até às 23h nos finas de semana e até às 22h durante os dias da semana.
Então, não tinha outra escolha a não ser esperar o meu pai dormir e sair escondida com o Karim, que me esperava na esquina de casa em sua moto. Sim, eu sei, isso não era legal. Tanto que depois de um tempo, comecei a me sentir tão culpada de enganar meus ais que confessei tudo para a minha mãe. (depois de fazê-la jurar que não iria contar nada para o meu pai. Tinha medo que ele matasse o Karim!).
Acredite ou não, ela apenas sorriu e disse: "Eu entendo. Só tome cuidado. Se as coisas ficarem mais sérias, seja responsável". E depois disse que, quando eu me sentisse pronta, marcaria um ginecologista para mim para eu começar a tomar pílula. Uau! Quem diria que minha mãe poderia ser tão legal!
Então. Karim viajou de férias e, quando voltou, estávamos tão felizes de nos vermos que o reencontro foi, ahã, bem intimo. Mas fomos muio responsáveis. E,como queria continuar agindo assim, acordei no dia seguinte e pedi para a minha marcar o tal ginecologista.
De repente ela começou a gritar: "Quando Meg! Eu disse QUANDO você decidisse fazer sexo. Não era pra você fazer isso agora! "Ops!"
Depois disso, minha mãe até marcou médico para mim. Mas foi o oposto do que é considerado legal. "Você é muito nova!Você não deveria crescer tão rápido! Quem começa a tomar pilula com 16 anos?", ela falou. Respondi com bastante calma. "Mãe, você disse que entendia. E que era pra eu ser responsável e estou sendo, você devia ficar orgulhosa!".
Mas ela não estava. E ficou semanas sem falar comigo direito.
"Por que você contou pra ela?", Karim quis saber. "Seu pai vai me matar!" Meu coração quase parou! Será que ela teria coragem de contar para o meu pai? Achava que não. Até o dia que meu pai ordenou que eu chamasse o Karim para jantar na noite seguinte. Fiquei em pânico! Mas ele disse: "Sua mãe anda mal-humorada. Quem sabe o Karim pode anima-la. Ele é tão legal"
A última coisa que o Karim queria era jantar na minha casa. Mas ele fez isso mesmo assim, por mim. E até levou flores para a minha mãe. No fim da noite, minha mãe ficou mais animada e começou a falar comigo direito de novo. Não por causa do jantar ou das flores, mas porque provei para ela que estava crescendo com uma cabeça boa e tomando decisões maduras e racionais.
Meu pai ficou tão impressionado comigo que passou a me deixar chegar em casa ás 2 da manhã nos fins de semana. E eu parei de sair escondida com o Karim. Simplesmente porque era atitude mais responsável e madura a tomar.
Meg Cabot


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